Trazendo o que já expus em outro blog meu...
Em muitos momentos me vejo "sitiada" pelo medo; me vejo "ilhada", com muitos caminhos possíveis pela frente mas sem saber que "rumo" tomar ou, ainda, ao ter decidido o tal rumo sem me ver possibilitada pela escolha (escolhida)... Ando pensado muito sobre isto. Talvez eu me veja menorizada e precise me justificar, mostrar incessantemente as minhas "defasagens, deficiências, falhas"... e, por isto mesmo, não me ache capacitada para assumir determinados compromissos, vencer certas batalhas. E este modo de eu me sentir, me ver e enunciar a mim mesma produz efeitos que voltam sobre mim: produzindo os modos de me enxergar e dos demais energarem a mim mesma. Como os demais verão a mim? Insegura, não capaz, em deficit, etc. Costumamos falar que não nos preocupamos com a opinião dos demais mas acho que isto realmente não passa de uma "balela", uma vez que vivemos em relação com as demais pessoas e não enterrados dentro dos pisos de nossas casas. Mas por que falar de mim neste espaço? Será devido um certo desejo narcísico de me mostrar, me narrar...? Eu já acho que meu desejo de falar de mim é para que eu possa, ao menos por breves instantes, me reconhecer, apreender em um pequeníssimo período de espaço-tempo o que estou sendo em alguns momentos, fotografados através destes flashes de escrita que vou criando... Afinal, será que cada um de nós não necessita se expor para que possa se ver de uma maneira diferente e, assim fazendo, poder lembrar, mesmo que um minuto depois, como foi e..., assim, ver o pequeno tempo que nos distancia do que fomos...?
23 julho 2005
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