É, faltam palavras para dizer o não dito. Faltam idéias para não dizer o já-dito. Faltam pensamentos para vagar o já escrito...
Viviane Camozzato
Quero mais é deixar o pensamento vagar, sem pousos seguros e certeiros... isso é tornar o pensamento nômade (num processo que em que a gente se torna nômade também!). Esse blog tratará de questões relativas ao PEAD (Pedagogia a Distância) da UFRGS.
4 comentários:
Gostaria de compartilhar uma mensagem que recebi de uma professora, certa vez. Volto para a gente ocnversar mais tarde.
Ela disse assim: "Gosto das tuas reticências. Eu nunca entendo tim-tim por tim-tim do que vc quer me dizer (a linguagem acadêmica tem muitos verbos e predicativos, notas de rodapé, um desejo incessante de controlar a leitura do outro) mas pego o espírito da coisa. Para começar uma relação franca de amizade tá bom, né? A gente ouve, fica cúmplice, se delicia, mesmo que só esteja entendendo a mensagem em parte, que nem música em inglês - ha, ha, ha."
Claudia, que sincera essa mensagem. Acho que isso que essa professora te disse diz muita coisa. A gente, muitas vezes, vai organizando a escrita querendo negar as reticências... mas elas são necessárias sim, para fazer surgir o impensado até aquele momento, para mostrar as incertezas que estão conosco, ali. A escrita acadêmica parece séria, cheia de normas e regras, mas mostra-se importante a gente buscar ultrapassá-la em certos momentos, fazendo o texto verter... e verter coisas que estão sendo marcadas em nós. Coisas que estão fazendo-se carne viva; coisas que estão nos transformando no ato próprio da escrita pensada, refeita, reavaliada... da escrita tornada experiência de pensamento e no pensamento.
Um abraço e O-B-R-I-G-A-D-A!!!
oi guria!
Para dizer é preciso insistir e insistir e resistir :)
Um a boa leitura é A Bússola do Escrever, do Lucídio Bianchetti e outros.
abraço,
Su
Oi Su
É verdade, insistir e resistir é preciso. Principalmente quando vem a sensação de que estamos tão indefesas frente a uma página em branco, página que de certa forma nos afronta, porque não estamos "capacitadas" a vencer esse obstáculo ali, naquele momento... Mas resistir é que pode nos fazer voltar a essa página e ter aquela sensação do depois, sensação de que esse obstáculo foi, sim, vencido. Isso é, mesmo, muito bom. Quanto ao livro Bússola do escrever, muito obrigada pela dica. tenho o xerox de apenas um dos textos, e eles devem ser bem inspiradores mesmos. Nesses momentos é bom ler sobre pesquisas, modos de realizá-las. Sei que tem na biblioteca, vou pegar.
Abraço, obrigada!!!
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