19 junho 2006

Relações: com o outro e com a gente


Quais os limites entre eu e o outro? O que podemos em contato com esse outro?
Enrique Pinti, em Vivir y dejar vivir, expõe de um modo muito interessante a abertura necessária para que deixemos o outro viver. Afinal, uma crença levada a sério a muitos de nós é que nossos aconselhamentos, sugestões, experiências... sirvam para que cada um viva - seguindo, assim, esses supostos 'manuais' de vida.
O que o Enrique evidencia é o quanto cada experiência é mesmo única e singular e, portanto, nos liberamos da pretensão de universalizar os nossos posicionamentos, mesmo que na 'maior das boas intenções', como muitas vezes acontece com conselhos.
Ele inicia o texto assim:

Uno de los errores más groseros en los que solemos caer los seres humanos es la creencia de que lo que sirve para mí debe servir para los demás, y de que cuando hemos encontrado una manera adecuada y armoniosa de vivir tenemos el deber moral de romper la paciencia de nuestros semejantes con el discurso proselitista de nuestros logros y el consejo machacante de que el nuestro es el mejor camino para seguir.

Ps.: imagem em Geocities

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