Beatriz Sarlo, no livro Cenas da vida pós-moderna: intelectuais, arte e
vídeo-cultura na Argentina:
"[...] não existe outra atividade humana que nos possa colocar diante de nossa condição subjetiva e social com a mesma intensidade e riqueza de sentidos que a arte, sem que essa experiência exija, como a religião, uma afirmação da transcendência. [...] Num mundo onde quase todos coincidem em diagnosticar uma 'escassez de sentidos', ironicamente, esse diagnóstico não considera a arte tal como ela é: uma prática que se define na produção de sentidos e na intensidade formal e moral" (p. 9).
21 março 2006
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