20 abril 2005

Sobre o ato de pensar II. Na pesquisa.

Reitero, aqui, a vontade de adquirir um pensamento nômade e, por isso, em constante reestruturação. Pensamento que, aliás, nunca está satisfeito pelo que acha que sabe e que, por isto, desconfia destes mesmos saberes, os problematiza, reinventa, os suspende, desconfia deles. Por certo, quero fazer estes movimentos no mestrado, me deixar aventurar pelas inquietações e incertezas de não estar querendo construir uma pesquisa linear, mas sim em pedaços (que depois poderão vir a ser costurados); esses descaminhos são sofridos, desgastantes, extenuantes porque buscam um repensar cotidiano sobre o próprio ato de pensar.
Por certo, não tenho caminhos prontos, nem respostas prontas, mas indagações que teimam em me perseguir, em me fazer escrava da angustiante incerteza...

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